Quer fazer um seguro de vida, mas não sabe por onde começar? Não se preocupe. O Professor Poupança vai-lhe explicar tudo o que precisa de saber e ainda lhe vai dar 5 dicas úteis para escolher o melhor seguro de vida.

Em primeiro lugar, convém saber o que é um seguro de vida, para que serve e que tipos de seguros de vida existem. A fim de poder escolher o seguro de vida mais adequado para si e para a sua família.

O que é um seguro de vida?

Muito simples. Em síntese, um seguro de vida é um contrato assinado entre uma pessoa e uma seguradora, que garante, como cobertura principal, o risco de morte ou sobrevivência de uma ou várias pessoas seguras.

Para que serve?

Um seguro de vida serve principalmente para garantir a proteção da família caso aconteça algum infortúnio que ameace o rendimento habitual. O seguro de vida assegura não só o risco de morte, como também o de sobrevivência ou ambos e procura compensar uma ou várias pessoas pelas consequências do infortúnio ocorrido.

É obrigatório ter seguro de vida?

Então, a menos que pretenda fazer um crédito de habitação, não, não é obrigatório. Assim sendo, conforme o Professor Poupança explica noutro artigo, terá de fazer um seguro de vida para o associar ao crédito de habitação. No entanto, não terá de o fazer junto da mesma seguradora que a instituição bancária indicar, onde fizer o pedido de crédito de habitação.

Salvo este caso, não é obrigatório ter um seguro de vida, mas pode ser bastante vantajoso. Afinal de contas, mais vale prevenir do que remediar, certo? Vamos continuar e perceber que tipos de seguros de vida existem.

Que tipos de seguros de vida existem?

Ora bem, existem cinco tipos de seguro de vida:

  • Em caso de morte – a seguradora entrega ao beneficiário do seguro (ou beneficiários) uma compensação caso se dê o falecimento da pessoa segura durante a vigência do contrato. A compensação é definida pelo segurado (quem fez o contrato com a seguradora).
  • Em caso de vida – a seguradora paga o valor acordado no final do prazo do contrato. Por norma, nestes casos, o beneficiário é a própria pessoa segura.
  • Seguro misto – é uma modalidade que conjuga os dois tipos de seguros descritos previamente.
  • Vida profissional – é um tipo de seguro convencionado pelo contrato de trabalho e o objetivo do mesmo é cobrir a eventual invalidez do trabalhador.
  • Crédito habitação – é o tipo de seguro que tem de ser feito caso pretenda pedir um crédito de habitação. Por norma, é anual e renovável automaticamente. Caso se dê o falecimento ou invalidez do segurado durante este tipo de seguro de vida, a instituição bancária onde foi feito o prémio financiamento é que é a beneficiária.

O que cobre?

Por norma, o seguro de vida assegura a estabilidade financeira de uma família em dois casos:

  • Morte do segurado;
  • Invalidez – pode ser Absoluta e Definitiva ou Total Permanente (este assegura todos os casos de invalidez).

No entanto, poderá ter direito a coberturas complementares, pelo que deve ler bem todas as condições descritas no contrato que fizer com a sua seguradora.

Uma vez que o Professor Poupança já lhe explicou o essencial sobre o mundo dos seguros de vida, em seguida vamos às dicas úteis para escolher o melhor seguro de vida para si.

5 dicas úteis para escolher o melhor seguro de vida 

1. Conheça todas as ofertas disponíveis no mercado

Faça uma boa pesquisa de mercado e, se necessário, consulte um profissional da área para o/a ajudar. Não tenha receio de pedir várias propostas. Peça-as, avalie-as e compare-as. E faça as simulações que forem necessárias.

2. Esteja atenta/o a todos os pormenores

Leia bem todas as condições antes de assinar qualquer contrato (incluindo e especialmente todas as letrinhas pequenas que, por vezes, se encontram nos rodapés das páginas). Quando estiver a procurar seguros de vida e lhe aparecer um excessivamente barato desconfie. Já diz o velho ditado: “Quando a esmola é muita o pobre desconfia”. Desconfie e leia atentamente as condições gerais do seguro, porque, em alguns casos, acidentes rodoviários não fazem parte do contrato (por exemplo).

3. Defina objetivos

É muito importante avaliar os planos existentes a curto e médio prazo. Perceba, primeiro se realmente lhe compensa fazer um seguro de vida e, acima de tudo, para quê? Com que intuito irei fazer o seguro de vida? Faço-o apenas para mim ou incluo a minha futura família (caso ainda não tenha filhos)? Questione-se sobre este tipo de assuntos, reflita e depois defina o que quer.

4. Determine a cobertura necessária 

Quanto menor for o rendimento dos beneficiários do seguro de vida, maior vai ser a cobertura associada ao mesmo. E quanto mais novo/a for, menor será o prémio (preço) do seguro de vida, visto que a idade das pessoas seguras é a principal regra de aumento de prémio de um seguro de vida. Decida qual é o capital necessário para salvaguardar os seus dependentes em caso de morte e escolha a seguradora que lhe oferece as coberturas adequadas às suas necessidades.

5. Escolha o melhor prazo para si 

Sem dúvida que, fazer bem as contas é importante. Ajuste o período de tempo do seu contrato de seguro de vida às necessidades do seu agregado familiar sem prejudicar a sua estabilidade financeira.

Última Dica

O Professor Poupança sugere-lhe ainda que, recorra ao apoio de uma equipa de Mediação de Seguros. Esta prestará não só um aconselhamento adequado às suas necessidades, como também um acompanhamento ao longo de todo o processo.