Se tem dúvidas sobre se deve amortizar ou consolidar créditos é porque provavelmente precisará de reduzir os seus encargos mensais.

Se tiver uma poupança guardada, a amortização poderá ser a resposta mais rápida para uma redução da prestação, mas será a mais eficaz? Para além disso, existem créditos que não permitem amortizações. Se não tiver a dita poupança, a consolidação de créditos será a outra opção a tomar. Vamos então analisar as duas opções para perceber qual será mais vantajosa para si.

AMORTIZAÇÃO OU CONSOLIDAÇÃO DE CRÉDITOS: QUAL COMPENSA MAIS?

Amortizar parte do capital em dívida num crédito é uma forma de poupar dinheiro, especialmente se a taxa de juro do mesmo for elevada.

Se tem vários créditos, poderá começar a amortizar aqueles créditos que têm um montante em dívida menos. Assim, conseguir mais rapidamente pagar esse crédito e retirá-lo da equação. Para além disso, o fator psicológico de “menos um crédito” é importante

Por outro lado, se tiver um crédito em que a taxa de juro é muito alta, deverá amortizar primeiramente esse, pois é o mais oneroso. Desta forma, se conseguir diminuir essa prestação, conseguirá certamente um alívio significativo no seu orçamento mensal.

Ao consolidar os seus créditos (juntar todos os créditos num só), vai passar a ter apenas uma prestação mensal cujo valor será inferior ao somatório de todas as prestações individuais de cada crédito, num prazo de pagamento mais alargado. Aqui vai poupar em comissões (pois tem apenas uma entidade a quem paga e por isso menos despesas) e na maior parte dos casos conseguirá uma taxa de juro mais baixa. Poupará assim muitos euros ao ano.

Como já viu, ambas as soluções permitem-lhe obter uma poupança mensal e anual e aumentar a liquidez do seu orçamento familiar. No entanto, são poucas as famílias com disponibilidade de poupança para fazer amortizações, daí que a consolidação será provavelmente a melhor decisão a tomar.

Vejamos agora um exemplo prático.

JUNTAR CRÉDITOS: A MELHOR OPÇÃO PARA UMA FOLGA FINANCEIRA IMEDIATA

O caso da Rita e do Tomás

A Rita e o Tomás são casados, sem filhos, com um rendimento mensal total de 2.400€.

Têm três créditos ao consumo: um crédito automóvel, um crédito pessoal para eletrodomésticos e cartões de crédito. Estes créditos correspondem a um montante em dívida de 25.000€.

Despesas com créditos (antes da consolidação) Por mês
Crédito automóvel 420€
Crédito ao consumo 370€
Cartão de crédito 290€
Total  das mensalidades 1.080€

Se consolidassem os créditos, a Rita e o Tomás poderiam obter uma prestação de 476,83€, para os mesmos 25.000€ de capital em dívida, com TAEG de 12.8%, TAN de 10.65% e MTIC de 34.997,76€, para um prazo de 72 meses.

Relativamente aos 1080€ é uma enorme redução de 603.17€ por mês!

Ficou convencido de que a consolidação de créditos pode ser uma boa solução para si?