Fazer um crédito consolidado é, como já referimos várias vezes aqui no blog, uma excelente estratégia para poupar alguns (por vezes muitos) euros ao final do mês. No entanto para que esta seja uma realidade efetiva, há que ter cuidado e evitar alguns erros que podem destruir este objetivo de poupança. Este guia vai ajudá-lo neste sentido!

Uma taxa de juro maior

Este é um ponto fulcral e o primeiro erra a evitar: contratar uma taxa de juro que é maior do que a que tinha nos créditos individuais.

Na realização de um crédito consolidado, tem de negociar com o banco uma taxa de juro inferior ao que tinha nos créditos individuais. Se isto não acontecer, vai, no conjunto, acabar a pagar mais ao banco, do que pagaria se mantivesse os créditos separados.

Uma hipoteca mal pensada

É provável que muitos dos bancos, para lhe fazerem um crédito consolidado, lhe peçam como garantia a hipoteca da sua casa – aceitar esta hipoteca pode ser um erro, que posteriormente se pode arrepender.

Sejamos claros, se está a fazer um crédito consolidado é porque provavelmente se sobre endividou e estava com dificuldades em pagar todas as prestações. Se assim é, acha que deveria arriscar a perder a sua casa, se não conseguir cumprir com o crédito até ao fim?

Por vezes, a hipoteca da casa é mesmo a última alternativa que o banco lhe dá para fazer o crédito consolidado, mas deve sempre tentar outras garantias, deixando a hipoteca para última hipótese.

Consolidar créditos que estão a terminar

Outro erro muito comum é o de consolidar créditos que estão a terminar. Ao fazer isto, está a aumentar o prazo de pagamento dos mesmos e com isso igualmente os juros. Deixe a consolidação para créditos pesados e longos que não está a conseguir pagar.

Para os créditos que estão quase pagos, tenha outras estratégias, como a renegociação com o seu banco.

Cair nas malhas paralelas ao sistema oficial

Pode parecer-lhe estranho, mas existem no mercado, empresas que não são instituições bancárias e que fazem promessas enormes relativamente aos seus créditos. Contratar seja o que for a estas empresas pode ser um erro enorme, com enormes consequências futuras para si.

Confirme sempre que a instituição em que está a contratar o crédito consolidado está sob a alçada e controlo do Banco de Portugal, pois assim garante-lhe que cumpre as normas impostas por ele e que servem para o proteger como consumidor.

DETALHES QUE TEM DE TER EM CONTA

Taxas de Juros: Não aceite taxas exageradamente altas. Independentemente da sua situação de fragilidade, o negócio tem de ser justo para ambas as partes e proporcional ao risco envolvido.

A reputação da instituição: Negoceie apenas com instituições financeiras devidamente registadas e monitorizadas pelo Banco de Portugal. Deixe de fora agiotas, instituições paralelas e qualquer outro agente que lhe ofereça ajuda “em troca de quase nada”.

Os prazos: Olhe bem para os prazos dos seus empréstimos: se faltar pouco tempo para sair do sufoco financeiro, não lhe compensa mergulhar de novo num crédito enorme e longo que só vai prolongar as suas dificuldades.

As hipotecas: Esteja bem consciente do que está a hipotecar pelo seu crédito consolidado e pondere sempre se é um bom negócio. Se estiver a hipotecar uma casa inteira por conta de uma dívida de dez mil euros, provavelmente encontra soluções alternativas mais vantajosas.