Assim que solicita um crédito habitação, para além de ter de pagar o capital à entidade credora, vão-lhe ser cobrados custos adicionais: as taxas de juro. Neste artigo o Professor Poupança vai explicar-lhe tudo sobre as taxas de juro no crédito habitação.

Ao recorrer ao crédito à habitação não só é obrigatório fazer um seguro de vida associado ao mesmo como também é necessário ter em consideração as respetivas taxas de juro.

Mas afinal, o que representa a taxa de juro?

A taxa de juro representa, na realidade, o custo de utilização do dinheiro, ou seja, o preço pago por alguém pela utilização do dinheiro que lhe foi cedido por um credor (por exemplo: o banco). Isto porque, ao pedir dinheiro emprestado, quem o empresta irá pedir-lhe um pouco mais de volta do que o que lhe emprestou. Desse modo, esse “pouco mais” corresponde às taxas de juro, que são calculadas como uma percentagem do montante original.

CONCEITOS RELACIONADOS COM AS TAXAS DE JURO NO CRÉDITO HABITAÇÃO

  • TAN = Taxa Anual Nominal

Esta é a taxa que se usa para todo o tipo de operações (créditos ou aplicações financeiras) que envolvam o pagamento de juros.

  • TAEG = Taxa de Juro Anual Nominal

Esta taxa é expressa em percentagem anual do montante do empréstimo e observa não só os juros como também os restantes custos que terá de suportar, sobretudo comissões, impostos, seguros exigidos e outros encargos.

  • EURIBOR = European Interbank Offered Rate

Esta é a taxa de juro de referência do mercado monetário interbancário e é o resultado da média das cotações fornecidas por um conjunto de bancos europeus. Há diferentes prazos que podem ser escolhidos pelo cliente, sendo os mais habituais os a 3, 6 e 12 meses.

  • Spread = “lucro” da entidade credora

Esta é a taxa incluída nos juros que o banco cobra ao cliente e representa sobretudo o lucro que o credor (=banco) vai receber pelo empréstimo que concedeu.

Mas, como é definido o spread?

O spread é a componente da taxa de juro que acresce à EURIBOR e é definido pela instituição de crédito.

Para cada contrato específico é definido o spread e este tem em consideração o risco de crédito do cliente, o rácio entre o valor do empréstimo e o valor do imóvel (loan-to-value) e o custo de financiamento. Ao emprestar dinheiro, a entidade credora está a assumir um risco, portanto quanto mais elevado for esse risco mais elevado será o valor do spread.

Agora que o Professor Poupança já lhe explicou alguns dos conceitos a ter em consideração com as taxas de juro no crédito habitação, vamos ver em seguida quais são as modalidades de pagamento pelas quais pode optar.

MODALIDADES DE TAXAS DE JURO NO CRÉDITO HABITAÇÃO

Existem três modalidades de taxas de juro no crédito habitação pelas quais pode optar para pagar o seu empréstimo à instituição de crédito. São elas:

1)     Taxa de juro fixa

Esta modalidade é definida pela instituição de crédito e mantém-se inalterada até ao fim do contrato. Isto significa que, se optar por esta modalidade vai ficar a pagar a mesma prestação enquanto o seu contrato com o banco estiver ativo.

O banco, ao definir a sua taxa de juro, tem em consideração inúmeros fatores, tais como: o rácio entre o valor do empréstimo e o valor do imóvel e o risco de crédito.

2)     Taxa de juro variável

Esta modalidade resulta da soma da EURIBOR e do spreade varia durante o período do crédito, consoante a alteração da EURIBOR.

Desta forma, enquanto estiver a pagar o seu empréstimo ao banco a sua prestação mensal é revista, podendo diminuir ou aumentar consoante as taxas que estiverem a ser praticadas em determinado momento.

3)     Taxa de juro mista

Esta modalidade, como o nome indica, é uma junção das taxas de juro acima mencionadas.

Neste caso, o cliente pode escolher, por exemplo, contratar o seu crédito à habitação com uma taxa fixa durante os primeiros 15 anos e passar para uma taxa variável no restante período.

Em suma…

Não há dinheiro gratuito. Todo o dinheiro que pedir emprestado irá ter de pagar de volta com juros incluídos. Apesar de o Professor Poupança lhe ter dado algumas explicações neste artigo, é sempre aconselhável consultar um intermediário de crédito de forma a conseguir escolher a opção melhor para si e para a sua família.

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